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| Capa do Filme |
No elenco, correspondem as expectatvias as atuações de André Ramiro (Mathias), Maria Ribeiro (Rosane), Milhem Cortaz (Fábio). Surpreendem positivamente: Seu Jorge (Beirada), André Mattos (Fortunato), Fabrício Boliveira (Marreco), Sandro Rocha (Russo) e Irandhir Santos (Fraga).
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| Irandhir Santos na pele de Diogo Fraga, militante pró Direitos Humanos |
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| Beirada, na excelente interpretação de Seu Jorge |
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| André Mattos, interpretando o cômico aproveitador Fortunato |
Wagner Moura, acreditem, está ainda melhor no papel do Capitão, agora Coronel, Nascimento. Mais maduro, Wagner é novamente o personagem central e narrador da trama político/policial.
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| Wagner Moura, interpretando Coronel Nascimento, agora integrante da elite da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro |
No entanto, muito mais do que uma fria análise sobre os seus aspectos técnicos, o filme deve ser visto com os olhos abertos para as questões sociais. No enredo, mais importante do que a exploração da violência urbana desvairada, é um olhar crítico sobre como a segurança pública em nosso país é utilizada para fins politiqueiros.
O narcotráfico, as milícias, a corrupção policial, tudo isso tem um viés político difícil de ser compreendido e combatido por nós.
Aos que acham que o filme exagera na extensão do poder dessas milícias organizadas por policiais corruptos, basta analisar os números das investigações que foram feitas na comunidade carioca Rio das Pedras onde, de acordo com relatório da Polícia Civil, somente os serviços de transporte alternativo (VANS) rendiam aos policiais/bandidos a bagatela de R$ 170.000,00 (cento e setenta mil reais) por dia.
A verdade é que as redes de proteção da polícia e da política que envolvem nossa violência urbana são bem demonstradas por um filme que, não deixando de ser ficção, delata uma dura realidade que precisa ser enfrentada pela sociedade brasileira urgentemente





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