domingo, 24 de outubro de 2010

Novas idéias para o trânsito de Imperatriz, JÁ!

Nós que andamos nas ruas de Imperatriz diariamente, seja a pés, de bicicleta, motocicleta, carro, carroça, etc, sentimos cada vez mais a dificuldade que o inchaço populacional, aliado a uma gritante falta de políticas públicas inteligentes, tem imposto ao nosso trânsito.

Imperatriz não possui as mais comezinhas condições para que o trânsito possa fluir decentemente, a começar pela ausência de calçadas padronizadas, de ruas com asfalto minimamente decente, de locais e regras para o estacionamento de todos os meios de transporte, de vias específicas para o trânsito de ônibus, bicicletas e carroças, de uma legislação que regulamente dias e horários para que se faça carga e descarga, enfim, falta tudo.

Diante de todos esses problemas, que sem sombra de dúvidas são os principais causadores desse amontoado de pessoas e veículos que chamamos de trânsito, há uma necessidade urgente de que as políticas voltadas a essa situação sejam geridas por pessoas extremamente qualificadas na área e que entendam as causas e efeitos da presença de cada pedestre em nossas ruas.

Há muito o que temos presenciado, infelizmente, é a tentativa desastrosa de falsas autoridades de trânsito, sem qualquer formação técnica na área, em solucionar os problemas de fluidez e segurança de nossas ruas com a simples colocação de sinalização horizontal e vertical, utilizando semáforos como se fossem a solução para todos os problemas o que, em muitos casos, acaba gerando mais uma inconveniência.

A verdade é que Imperatriz não tem feito política de trânsito mas, o que é pior, tem feito política no trânsito. O desenvolvimento dessa cidade passa por pensar em como fazer fluir nosso centro comercial. Não podemos mais nos conformar em uma cidade centralizada em três ruas (Dorgival P. de Sousa, Getúlio Vargas e Bernardo Sayão), chamadas equivocadamente de avenidas.

Mas como pensar nisso se já não temos outras ruas para escoar esse trânsito da parte central da cidade e se também não há como duplicar ou mesmo simplesmente alargar essas ruas devido à ocupação que se tem atualmente?

Entendo que há soluções paliativas que devem ser adotadas imediatamente, mas que também há um trabalho a ser feito a longo prazo e que deve ser iniciado também com urgência, que é o de deslocamento do centro dessa cidade em um outro ponto ainda a ser pensado.

Algumas medidas imediatas são: regulamentação do horário de carga e de descarga de veículos de grande porte, determinando que esse procedimento seja feito somente à partir das 18h; aumento do número de vias que dão acesso à parte central a partir da BR-010, investindo no melhoramente de ruas que cortam, por exemplo, os bairros Três Poderes e Mercadinho; retirada de alguns semáforos e substituição por outras formas de controle de tráfego, como a necessidade de se fazer retornos em quarteirões para adentrar em determinada rua.


Para citar um exemplo de como muitas vezes o semáforo acaba atrapalhando ao invés de ajudar, basta verificar o sinaleiro instalado na Av. Babaçulândia, próximo à AABB, entrada para Vila Lobão, Vila Redenção, Conj. Habitar Brasil, etc. Lá temos o chamado semáforo de três tempos, sendo duas controlando cada pista da Babaçulândia e outro na saída dos bairros já citados.

Mais à frente desse semáforo temos a rotatória que dá acesso à FACIMP.

Pois bem, toda as vezes que passo por ali no sentido Imperatriz-João Lisboa/MA fico me perguntando o porque da sinalização dupla na Babaçulândia já que existe aquela rotatória. Hora, se alguém vai no sentido João Lisboa e quer adentrar para a Vila Lobão deve simplesmente fazer o giro no rotatória logo à frente e, após o retorno, fazer a curva a direita diretamente.


Essa é uma ação que, além de barata, faria com que aquele tráfego fluísse melhor e também diminuiria ainda mais os riscos de acidente, já que não haveria a necessidade de se fazer uma conversão cortando a contramão daquela avenida.

Já as ações de longo prazo exigem um conhecimento elevado sobre o tema e devem ser planejadas com muita cautela e sempre levando em consideração as previsões de desenvolvimento econômico de Imperatriz para o futuro. Mas de uma coisa temos certeza: o centro dessa cidade precisa começar a ser deslocado para um outro ponto ainda não habitado, de preferência o outro lado da BR-010, como toda aquela gigantesca região atrás da antiga Coca-Cola (Jardim Tropical e demais bairros).

Ali existem imensas áreas onde poderiam ser instaladas diversas empresas e bancos. Mas para isso é preciso uma política de investimento séria, primeiro com a realização de toda a urbanização da área (saneamento, asfaltamento, iluminação) e depois com a concessão de incentivos fiscais para que os grandes empresários dessa cidade pudessem se sentir motivados a sair de onde já estão instalados para um novo endereço..

É claro que isso deve ser feito com cautela e, como já dito, com muito planejamento. A certeza que temos é a de que nosso trânsito já está enfermo, à beira da morte e, para curá-lo é preciso muita inteligência, força de vontade e, acima de tudo, coragem.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bola de papel: Serra é desmascarado por reportagem do SBT

Bem que a campanha de José Serra tentou criar um fato relevante após o candidato ser atingido na cabeça por um objeto estranho ontem, quando fazia uma caminhada nas ruas de São Paulo.

Segundo o que foi dito pela assessoria de imprensa da campanha tucana, reforçada por imagens feitas e editadas pela equipe de jornalismo da TV Globo, imediatamente após o ataque Serra teria sentido dores, ficado tonto e teve que ser levado ao Hospital para a realização de uma tomografia.

Para fechar a história, o médico do candidato deu uma entrevista coletiva onde afirmou que foi constatada uma lesão no local atingido e que, por isso, Serra teria que cancelar sua agenda para ficar em repouso absoluto.

Até então a história estava muito bem contada. Mas o que o PSDB não esperava era que a equipe de jornalismo do SBT estaria no local e mostraria todo o fato cena por cena, em uma sequência que revela toda uma ensenação feita por Serra para tentar tirar uma casquinha de um fato que, na verdade, é, ou pelo menos deveria ser, totalmente irrelevante dentro de uma campanha presidencial.

As imagens do SBT mostram que o tal "objeto pesado" afirmado pela campanha na verdade se tratava de uma bolinha de papel e que o próprio candidato não esboçou reação de dor nenhuma no momento do impacto.

Aliás, após ser atingido Serra continuou a caminhada por mais alguns minutos, depois tentou desistir do corpo a corpo e foi para a Vã ameaçando ir embora. Vinte minutos depois o candidato desiste, volta a caminhar, recebe uma ligação e, em seguida, coloca a mão na cabeça e só então se diz tonto.

Enfim, o que se viu ontem foi mais uma tentativa desesperadora de uma campanha que se vê completamente desnorteada em tentar criar uma comoção social através da vitimização de seu candidato.

Há muito venho dizendo e mostrando aqui que Serra tenta levar essa campanha na base do medo, de mentiras, criando e superestimando fatos completamente sem relevância para o futuro do país, demonstrando claramente que não tem propostas para contrapor a política que foi implantada nesse país nos últimos oito anos.

O Brasil não vai se deixar enganar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Excelente texto de Pedro Bial sobre a personalidade fujona de José Serra

José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira

Publicado em 12 de Outubro de 2010

Pedro Bial 

O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que um filho seu não foge à luta. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram Dar o mais besta dos golpes militares da desgraçada história brasileira.
Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, colocaram o rabinho entre as pernas e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários.
Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena.
Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, Sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de Imprensa.
Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora.
Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto 
Covardes!

Pedro Bial, jornalista.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Serra rateia a educação de São Paulo entre a grande mídia do país

Muitos são incapazes de entender porque os grandes meios de comunicação do país (Globo, Veja, Folha, etc.) querem tanto ver o PSDB de volta à Presidência da República.

Pois bem, segue abaixo uma apanhado de vários contratos celebrados no período de 2004 a 2008 entre estas empresas e o Governo do Estado de São Paulo, através da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE).

Os dados são frutos de uma intensa pesquisa feita pelo blog http://namarianews.blogspot.com/ junto ao Diário Oficial do Estado de São Paulo, constando nas tabelas abaixo inclusive os links que levam à cada edição das respectivas publicações.

Enfim, contra fatos não há argumentos. Leiam e não tenham preguiça de verificar a existência de cada contrato nos diários oficiais.

PANINI BRASIL LTDACONTRATO / LINK D.O.VALOR
90.000 unids. Almanaque do Cascão, 90.000 unids. Almanaque da Mônica~ 15/0134/08/04 ~29/mar/2008561.600,00
9.000 Assinaturas Revista da Turma Mônica~ 15/0135/08/04 ~29/mar/20081.422.900,00
103.092 avulsas: 51.546 Almanaque do Cascão e 51.546 Almanaque da Mônica~ 15/0695/08/04 ~29/mai/2008321.647,04
5.155 Assinaturas Revista Turma da Mônica~ 15/0694/08/04 ~12/ago/2008815.005,50
?? Livros títulos diversos ficção e não-ficção para 2ª, 3ª e 4ª do Ciclo I~ 15/1045/08/04 ~14/out/200847.946,30
57.310 assinaturas da Revista Turma da Mônica~ 15/0147/09/04 ~2/abr/200914.277.067,20
34.938 assinaturas Turma da Mônica Jovem e 279.504unids. avulsas nº 1 ao 8 Turma da Mônica Jovem~ 15/0146/09/04 ~17/abr/20094.373.538,84
195.749 unidades Almanaque do Cascão e 195.749unids. Almanaque da Mônica~ 15/0148/09/04 ~17/abr/20091.291.943,40
11.295 assinaturas da Revista Turma da Mônica0, sendo 5 exemplares por classe de 1ª série - CEI.~ 15/0502/09/04 ~6/ago/20092.344.842,00
392.000 avulsos do Almanaque da Turma da Mônica (196.000 do Cascão, 196.000 da Mônica)~ 15/00549/10/04 ~ 23/jun/20101.332.800,00

TOTAL26.789.290,28


EDIOURO PUBLICAÇÕES DE PASSATEMPOSCONTRATO / LINK D.O.VALOR
126.000 assinaturas Revista Coquetel Picolé (+ o aditamento ver DO 14/maio/08)~ 15/0180/08/04 ~2/abr/20081.892.062,80
132.244 assinaturas Revista Coquetel Picolé~ 15/0185/09/04 ~20/mai/20093.023.097,84
62.129 assinaturas Revista Coquetel Picolé~ 15/0529/09/04 ~26/ago/20091.183.557,45

TOTAL6.098.718,09



ED. ABRIL / FUND. CIVITACONTRATO / LINK D.O.VALOR
18.160 assinaturas (renovação) Revista Nova Escola (DE's/Ofs.Pedags/Escolas) SÓ HÁ 2 REGISTROS EM DO – onde e quando o contrato inicial?~ 42/2199/04/04 (ver DO 29/12/04) ~14/jan/05326.880,00
18.160 assinaturas (renovação) Revista Nova Escola~ 15/1063/07/04 ~23/out/2007408.600,00
220.000 assinaturas da Revista Nova Escola – edições 216 a 225 - solicitado pela CENP para o "Ler e Escrever"~ 15/1165/08/04
(ver DO 1/10/2008 ) ~ 25/out/2008
3.740.000,00
415.000 exemplares Guia do Estudante Atualidades Vestibular 2008~ 15/0543/08/04 ~23/abr/20082.437.918,00
430.000 exemplares Edições nº 7 e 8 do Guia do Estudante Atualidades Vestibular~ 15/1104/08/04 ~22/out/20084.363.425,00
430.000 Guia do Estudante Atualidades Vestibular Ed.08 + 20.000 Revista do Professor~ 15/0063/09/04 ~11/fev/20092.498.838,00
540.000 Guia do Estudante Atualidades Vestibular Ed. 09 + 25.000 Revista do Professor~ 15/0238/09/04 ~16/jun/20093.143.120,00
540.000 Guia do Estudante Atualidades Vestibular Ed.10 + 27.500 Revista do Professor~ 15/0614/09/04 ~29/ago/20093.249.760,00
540.000 Guia do Estudante Atualidades Vestibular 2º sem 2009 + 27.500 Revista do Professor~ 15/00024/10/04 ~ 2/abr/20103.177.400,00
540.000 Guia do Estudante Atualidades Vestibular Ed.11-2º sem 2010 + 27.500 Revista do Professor Nº5~ 15/00473/10/04 ~ 15/jun/20103.328.600,00
540.000 Guia do Estudante Atualidades Vestibular Ed. 12-2º sem 2010 + 27.500 Revista do Professor Nº6~15/00762/10/04 ~17/ago/20103.328.600,00

PARCIAL25.527.661,00
3.000 assinaturas Revista Recreio~15/0181/08/04 ~29/mar/20081.071.000,00
6.000 assinaturas Revista Recreio~15/0182/08/04 ~29/mar/20082.142.000,00
5.155 assinaturas Revista Recreio~15/0670/08/04 ~12/ago/20081.840.335,00
25.702 assinaturas Revista Recreio~15/0149/09/04 ~17/abr/200912.963.060,72
2.259 assinaturas Revista Recreio~ 15/0528/09/04 ~1/set/2009891.220,68

PARCIAL18.907.616,40
95.316 Atlas Nacional Geographic vols. 1 ao 26, sendo 3.666 exemplares de cada volume~ 15/00273/09/04 ~ 28/mai/2010733.200,00
5.200 assinaturas da Revista Veja - (Sala de Leitura)~ 15/00547/10/04 ~ 29/mai/20101.202.968,00
5.449 assinaturas da Revista Veja - (Sala de Leitura)~ 15/0355/09/04 ~20/mai/20091.167.175,80

TOTAL52.014.101,20


CADERNO DO ALUNO - GRÁFICASCONTRATO / LINK D.O.VALOR
Caderno do aluno - Editora FTD (Artes e Ciências)~ 36/2912/08/05 ~ verNaMariaNews12.554.353,96
Caderno do aluno - Ibep (Geografia e Filosofia)~ 36/2912/08/05 ~ verNaMariaNews12.996.463,72
Caderno do aluno - Esdeva (Física e História)~ 36/2912/08/05 ~ verNaMariaNews13.572.846,25
Caderno do aluno - Multiformas (Matemática e Sociologia, mas caiu fora - fica Plural)~ 36/2912/08/05 ~ verNaMariaNews3.386.494,74
Caderno do aluno - Posigraf (Inglês e Química)~ 36/2912/08/05 ~ verNaMariaNews13.286.501,68
Caderno do aluno - Plural (Bio/Port/Mat/Sociol/Educ.Física)~ 36/2912/08/05 + 36/1641/09/05 ~ verNaMariaNews28.113.283,98

PARCIAL83.909.944,33



JORNAIS IMPRESSOSCONTRATO / LINK D.O.VALOR
5.449 assinaturas da Folha de São Paulo~ 15/0200/09/04 ~12/mai/20022.704.883,609
5.200 assinaturas da Folha de São Paulo - Proj. Sala de Leitura~ 15/00550/10/04 ~8/jun/20102.581.280,00
5.449 assinaturas do Estado de São Paulo~ 15/0199/09/04 ~15/mai/20092.691.806,00
5.200 assinaturas do Estado de São Paulo - Proj. Sala de Leitura~ 15/00545/10/04 ~28/mai/20102.568.800,00

PARCIAL10.546.769,60

EDITORA BRASIL 21 - REVISTA ISTO ÉCONTRATO / LINK D.O.VALOR
5.449 assinaturas Revista Isto É~ 15/0358/09/04 ~19/mai/20091.260.898,00
5.200 assinaturas da Revista Isto É~ 15/00548/10/04 ~27/mai/20101.203.280,00

TOTAL2.464.178,00



FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO - TELECURSO etc.CONTRATO / LINK D.O.VALOR
Programa de Formação Técnica e Qualificação Profissional-CEETEPS~ Proc.3238/05-Contrato 245/05 ~ 30/dez/200517.882.398,00
Projeto TELECURSO TEC-Gestão de Pequenas Empresas, semipresencial, até 50 mil alunos~ 15/0356/08/04 - inicial ~10/abr/200818.021.962,00
Projeto TELECURSO TEC-Gestão de Pequenas Empresas, semipresencial, até 50 mil alunos~ 15/0356/08/04 -Aditamento 1 ~10/dez/20082.399.634,00
Projeto TELECURSO TEC-Gestão de Pequenas Empresas, semipresencial, até 50 mil alunos~ 15/0356/08/04 -Aditamento 2 ~30/abr/2010valor no DO??
Curso Técnico de Gestão de Pequenas Empresas-TelecursoTec (Ed.IBEP Gráfica)~15/0710/08/05 ~18/jul/20082.479.997,00
CEET Paula Souza - Aquisição de livros e kits de DVD's (Editora Gol)~ Proc.2340/10-Contrato113/10 ~18/mai/2010400.750,00
Publicações e DVD’s Novo Telecurso Ensino Fundamental (Editora Gol)~ 15/0514/09/05 ~26/ago/20094.000.000,00
Publicações e DVD’s Novo Telecurso Ensino Médio (Ed. IBEP Gráfica)~ 15/0533/09/05 ~29/ago/20098.999.994,71

TOTAL54.184.737,71

ED. GLOBO - REVISTAS ÉPOCA e GALILEUCONTRATO / LINK D.O.VALOR
5.449 assinaturas Revista Época~ 15/0354/09/04 ~21/mai/20091.190.061,60
5.200 assinaturas Revista Época~ 15/00546/10/04 ~11/jun/20101.202.968,00
18.284 assinaturas Revista Galileu - 2 exemplares/ classe de 4ª série e 4ª série PIC~15/0176/09/04 ~24/abr/20091.918.722,96

TOTAL4.311.752,56

Serra se envolve em confusão em missa no Cará

Enfim foram divulgados os áudios da missa realizada em Canindé, interior do Ceará, onde o Padre da celebração criticou abertamente a campanha de difamação feita pelo PSDB ao PT, tudo em nome da Igreja.

Mais uma vez nossa "grande" e "imparcial" mídia se recusou a divulgar os fatos como eles são. Uma pena!

Ouçam o áudio e tirem suas próprias conclusões.

sábado, 16 de outubro de 2010

Gilberto Gil é mais um membro do PV a declarar apoio a Dilma no 2° Turno

Veja abaixo vídeo onde o cantor Gilberto Gil, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, declara votar em Dilma Rousseff no 2° turno das eleições presidenciais.

No final do vídeo ele explica os motivos políticos e técnicos que motivaram sua escolha.

O jeito Serra de fazer política IV

Essa é realmente de doer.

Pois não é que a d. Mônica Serra, principal responsável pela onda de boatos que circularam na internet   afirmando que a candidata Dilma seria favorável à legalização do aborto, teria realizado o procedimento durante o período de exílio de Serra na ditadura?!

Segundo informações da Folha de São Paulo, ex-alunas de dança de Mônica Serra teriam se indignado ao ver Serra se dizer desfavorável à prática no debate presidencial ocorrido na Band, já no segundo turno.

Segue abaixo a íntegra da reportagem, publicada na manhã deste sábado (16).




GILBERTO NASCIMENTO
Direto de São Paulo
O jornal Folha de S.Paulo publica neste sábado (16) reportagem intitulada "Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex aluna." O texto assinado pela colunista Monica Bergamo ocupa a metade inferior da página 10. A ex-aluna é Sheila Canevacci Ribeiro, de 37 anos, que teve Monica Serra como professora de dança na Universidade de Campinas (Unicamp).
A reportagem de Monica Bergamo descreve, a princípio, frases que Sheila postou em seu Facebook um dia depois do debate na TV Bandeirantes. Na segunda-feira, 11, Sheila dizia em seu perfil no Facebook que escrevia para "deixar minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra" em relação ao tema aborto.
Sheila escreveu, relata a Folha de S.Paulo, que Serra não respeitava "tantas mulheres começando pela sua própria mulher. Sim, Mônica Serra já fez um aborto", relatou a ex-aluna em texto republicado por sites e blogs ao longo da semana e que agora teve sua veracidade de autoria confirmada pela Folha.
A colunista Monica Bergamo relata ter conversado não apenas com Sheila, mas também com outra das ex-alunas de Mônica Serra que ouviram o relato da então professora sobre o aborto. À Folha, está dito na reportagem, "a bailarina diz que confirma 'cem por cento' tudo que escreveu" em seu Faceboook.
À colunista Monica Bergamo, Sheila confirmou um dos principais trechos escritos em seu Facebook. Nele, a ex-aluna de Monica Serra desabafa:
"Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre seu aborto traumático".
Em seguida, indagou a ex-aluna de Monica Serra em seu Faceboook e reproduziu a Folha: "Devemos prender Monica Serra caso seu marido fosse (sic) eleito presidente?".
A reportagem da Folha de S.Paulo tem, logo ao lado direito do texto, uma reprodução de santinhos que o candidato José Serra tem distribuído para eleitores. Com a foto do tucano, o santinho é encimado pela citação "Jesus é a verdade e a justiça".
A Folha localizou em Brasília uma colega de classe de Sheila, ela também ex-aluna da esposa do candidato tucano. Professora de dança na capital federal, informa Monica Bergamo, essa segunda ex-aluna concordou em falar sob a condição do anonimato.
A colega de Sheila contou, descreve a Folha, que, nas aulas, as alunas se sentavam em círculos, criando uma situação de intimidade. Enquanto fazia gestos de dança, descreve a Folha, Monica Serra explicava como marcas e traumas da vida alteram movimentos do corpo e se refletem na vida cotidiana.
Segundo a ex-estudante, continua a Folha de S. Paulo, "as pessoas compartilhavam suas histórias, algo comum em uma aula de psicologia. Nesse contexto, afirmou, Monica (Serra) compartilhou sua história com o grupo de alunas. Disse ter feito o aborto por causa da ditadura", informa a Folha.
Prossegue o relato na Folha de S.Paulo:
Ainda de acordo com a ex-aluna, Monica disse que o futuro dela e do marido, José Serra, era muito incerto. Quando engravidou, teria relatado Monica à então aluna, o casal se viu numa situação muito vulnerável.
Depois do golpe militar no Brasil, Serra se mudou para o Chile, onde conheceu a mulher, Veronica. Em 1973, com o golpe que derrubou Luis Allende e levou o general Augusto Pinochet ao poder, Serra e Monica mudaram-se para os Estados Unidos.
À Folha e a Monica Bergamo, Sheila faz questão de manifestar qual é a essência da sua decisão ao falar: "Ela (Monica Serra) não confessou. Ela contou. Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas (ela é) uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade ética."
A Folha traz ainda, em meio ao material, um ligeiro perfil de Sheila Canevacci Ribeiro. Revela que Sheila diz ter votado em Plínio de Arruda Sampaio e que declara voto em Dilma no segundo turno, ainda que não pretenda votar por conta de uma viagem para o Líbano já marcada.
No perfil que traça de Sheila, a Folha mostra, por outro lado, as ligações da família da ex-aluna de Monica Serra com o PSDB.
Sheila é filha da socióloga Majô Ribeiro, ex-aluna de Eva Blay no mestrado da USP. Eva Blay, foi suplente de Fernando Henrique Cardoso no Senado, informa a Folha. Majô, mãe de Sheila, foi ainda pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais da USP, fundado pela ex-primeira dama Ruth Cardoso (1930-2008).
Militante feminista, Majô, a mãe de Sheila, foi candidata derrotada a vereadora e a vice-prefeita em Osasco. Pelo PSDB.
À Folha a socióloga disse estar "preocupada" com a filha, mas afirma - é o relato no jornal - que a criou para "ser uma mulher livre" e que ela "agiu como cidadã".
Sheila é casada com o antropólogo italiano Massimo Canevacci, que foi professor de antropologia cultural na Universidade La Sapienza, em Roma, e hoje dirige pesquisas no Brasil.
A Folha informa ainda que a assessoria de Monica Serra "não respondeu aos questionamentos feitos pelo jornal "a respeito do relato de suas ex-alunas".
Diz ainda que o jornal procurou Monica Serra pela primeira vez na manhã de anteontem (A quinta-feira, 14): "Segundo sua assessoria, ela havia viajado para o Chile e não seria possível localizá-la naquele momento".
Por fim, conta colunista Monica Bergamo, "entre quinta-feira e ontem (sexta-feira, 15) a reportagem telefonou seis vezes e enviou cinco e-mails para a assessoria. Recebeu uma mensagem com a seguinte afirmação: "Não há como responder".

O jeito Serra de fazer política III




Por Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira, da ISTOÉ:
Como candidato à Presidência da República, José Serra deve explicações mais detalhadas à sociedade brasileira. Elas se referem a um nome umbilicalmente ligado à cúpula do PSDB, mas de pouca exposição pública até dois meses atrás: Paulo Vieira de Souza, conhecido dentro das hostes tucanas como Paulo Preto. Desde que a candidata do PT, Dilma Rousseff, pronunciou o nome de Paulo Preto no debate realizado pela Rede Bandeirantes no domingo 10, Serra se viu envolvido em um enredo de contradições e mistério do qual vinha se esquivando desde agosto passado, quando ISTOÉ publicou denúncia segundo a qual o engenheiro Paulo Souza, ex-diretor da estatal Dersa na gestão tucana em São Paulo, era acusado por líderes do seu próprio partido de desaparecer com pelo menos R$ 4 milhões arrecadados de forma ilegal para a campanha eleitoral do PSDB. Na época, a reportagem baseou-se em entrevistas, várias delas gravadas, com 13 dos principais dirigentes tucanos, que apontavam o dedo na direção de Souza para explicar a minguada arrecadação que a candidatura de Serra obtivera até então. Depois de publicada a denúncia, o engenheiro disparou telefonemas para vários líderes, dois deles com cargos no comando da campanha presidencial, e, apesar da gravidade das acusações, os tucanos não se manifestaram, numa clara opção por abafar o assunto. O próprio presidenciável Serra optou pelo silêncio. Então, mesmo com problemas de caixa e reclamações de falta de recursos se espalhando pelos diretórios regionais, o PSDB preferiu jogar o assunto para debaixo do tapete.
No debate da Rede Bandeirantes, Serra mais uma vez silenciou. Instado por Dilma a falar sobre o envolvimento de Paulo Preto no escândalo do sumiço da dinheirama, não respondeu. Mas o pavio de um tema explosivo estava aceso e Serra passou a ser questionado pela imprensa em cada evento que participou. E, quando ele falou, se contradisse, apresentando versões diametralmente diferentes em um período de 24 horas. Na segunda-feira 11, em Goiânia (GO), em sua primeira manifestação sobre o caso, o candidato do PSDB negou conhecer o engenheiro. “Não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês (jornalistas) fiquem perguntando.” A declaração provocou uma reação imediata. Na terça-feira 12, a “Folha de S.Paulo” publicou uma entrevista em que o engenheiro, oficialmente um desconhecido para Serra, fazia ameaças ao candidato tucano. “Ele (Serra) me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem que responder. Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam este erro”, disparou Paulo Preto. Serra demonstrou ter acusado o golpe. Horas depois da publicação da entrevista, em evento em Aparecida (SP), o candidato recuou. Com memória renovada, saiu em defesa do ex-diretor do Dersa. Como se jamais tivesse tratado deste assunto antes, Serra afirmou: “Evidente que eu sabia do trabalho do Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de engenheiro do ano. A acusação contra ele é injusta. Ele é totalmente inocente. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo”. Aos eleitores, restou uma dúvida: em qual Serra o eleitor deve acreditar? Naquele que diz não conhecer o engenheiro ou naquele que elogia o profissional acusado pelo próprio PSDB de desviar R$ 4 mihões da campanha? As idas e vindas de Serra suscitam outras questões relevantes às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais: por que o tema lhe causou tanto constrangimento? O que Serra teria a temer para, em menos de 24 horas, se expor publicamente emitindo opiniões tão distintas sobre o mesmo tema? Leia a matéria completa na ISTOÉ.