Bem que a campanha de José Serra tentou criar um fato relevante após o candidato ser atingido na cabeça por um objeto estranho ontem, quando fazia uma caminhada nas ruas de São Paulo.
Segundo o que foi dito pela assessoria de imprensa da campanha tucana, reforçada por imagens feitas e editadas pela equipe de jornalismo da TV Globo, imediatamente após o ataque Serra teria sentido dores, ficado tonto e teve que ser levado ao Hospital para a realização de uma tomografia.
Para fechar a história, o médico do candidato deu uma entrevista coletiva onde afirmou que foi constatada uma lesão no local atingido e que, por isso, Serra teria que cancelar sua agenda para ficar em repouso absoluto.
Até então a história estava muito bem contada. Mas o que o PSDB não esperava era que a equipe de jornalismo do SBT estaria no local e mostraria todo o fato cena por cena, em uma sequência que revela toda uma ensenação feita por Serra para tentar tirar uma casquinha de um fato que, na verdade, é, ou pelo menos deveria ser, totalmente irrelevante dentro de uma campanha presidencial.
As imagens do SBT mostram que o tal "objeto pesado" afirmado pela campanha na verdade se tratava de uma bolinha de papel e que o próprio candidato não esboçou reação de dor nenhuma no momento do impacto.
Aliás, após ser atingido Serra continuou a caminhada por mais alguns minutos, depois tentou desistir do corpo a corpo e foi para a Vã ameaçando ir embora. Vinte minutos depois o candidato desiste, volta a caminhar, recebe uma ligação e, em seguida, coloca a mão na cabeça e só então se diz tonto.
Enfim, o que se viu ontem foi mais uma tentativa desesperadora de uma campanha que se vê completamente desnorteada em tentar criar uma comoção social através da vitimização de seu candidato.
Há muito venho dizendo e mostrando aqui que Serra tenta levar essa campanha na base do medo, de mentiras, criando e superestimando fatos completamente sem relevância para o futuro do país, demonstrando claramente que não tem propostas para contrapor a política que foi implantada nesse país nos últimos oito anos.
O Brasil não vai se deixar enganar.
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